DIABETES

O diabetes é uma doença cronica, em que o pâncreas não produz insulina em quantidade suficiente, ou o organismo não a utiliza da forma adequada. Tipos mais frequentes da doença:


DIABETES TIPO 1

Ocasionada pela ausência ou insuficiência de produção de insulina no organismo. Geralmente, a pessoa precisa de injeções diárias de medicamento.

Causa

O próprio corpo destrói, por engano, as células beta do pâncreas produtoras de insulina, porque o organismo acha que são elementos estranhos. Isso é chamado de resposta auto-imune. Não se sabe exatamente por que isso ocorre, mas alguns fatores como a genética, os auto-anticorpos, os vírus, os radicais livres do oxigénio e até mesmo o leite de vaca podem estar ligados ao diabetes.


Sintomas

Pessoas com níveis mal controlados de glicose no sangue podem apresentar: Muita sede. Vontade de urinar diversas vezes. Perda de peso( mesmo sentindo mais fome e comendo mais que o habitual). Fome exagerada. Visão embaçada. Infecções repetidas na pele ou mucosas. Machucados que demoram a cicatrizar. Fadiga ( cansaço inesplicável). Dores nas pernas por causa da má circulação.

Tratamento

Para o diabetes tipo 1, na maioria dos casos, é necessária a aplicação de insulina diariamente, uma vez que o organismo não produz mais hormônio. Dieta específica e exercícios físicos são complementos do tratamento. A quantidade de insulina aplicada dependerá do nível glicêmico. A alimentação é fator de aumento da glicemia, enquanto os exercícios físicos baixam esses níveis, diminuindo, assim a necessidade de insulina.


DIABETES TIPO 2

Nesse caso, há produção de insulina pelo pâncreas, mas as células musculares e adiposas não conseguem utilizá-la para o adequado metabolismo da glicose. Por essa razão, diz-se que existe "resistência insulínica".

Causa

O diabetes tipo 2 está ligado a um fator hereditário maior que o tipo 1. Alem disso , há uma grande relação com obesidade e sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos.


Principais sintomas

Nesse tipo de diabetes, os sinais e sintomas não são facilmente identificados ou podem nem aparecer. Por esse motivo, a pessoa pode demorar para descobrir que é diabética. Daí a importância de fazer exames específicos após os 40 anos de idade. No diabetes tipo 2 também pode ocorrer: Infecções frequentes. Alteração visual (visão embaçada) Dificuldade na cicatrização de feridas. Formigamento nos pés. Furunculose.


Tratamento

Pode ser controlado com medicamentos orais, dietas e exercícios físicos. Em fase mais avançada, pode haver necessidade do uso de insulina.


DIABETES GESTACIONAL

O diabetes pode ocorrer de duas formas durante a gravidez:

1. A mulher já era portadora da doença e engravida.

2. O diabetes se desenvolve com a ocorrência da gravidez, podendo desaparecer com ela ou persistir com o término da gestação-diabetes gestacional.


Causa

A causa exata do diabetes gestacional é desconhecida. Contudo, os especialistas acreditam que o diabetes gestacional pode ser uma etapa do diabetes tipo 2, pelas semelhanças clínicas existentes entre ambos.

Fatores de riscos mais importantes

-Idade acima de 25 anos

-Obesidade ou ganho excessivo de peso na gestação

-Acumulo de gordura na região do tronco.

-Histórico familiar de diabetes em parentes próximos.

-Baixa estatura(1,50cm).

-Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual.

-Antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, de macrossomia (peso excessivo do bebê) ou de diabetes gestacional.

No período da gravidez, a placenta (órgão responsável pela nutrição do feto) produz algumas substancias (hormônios) em grande quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê, os hormônios dificultam a ação da insulina no organismo materno. Todas as mulheres grávidas têm algum grau de resistência insulínica, mas as mulheres com diabetes gestacional apresentam uma resistência mais exagerada. O diabetes gestacional costuma aparecer por volta da vigésima quarta semana de gravidez, exatamente quando a placenta começa a produzir grandes quantidades de hormônios. Por isso, o rastreamento para o diabetes gestacional deve ser feito nesse período gestacional. Os médico acreditam que algumas mulheres com níveis glicêmicos mais elevados no início da gravidez (primeiro trimestre) provavelmente já éram portadoras de diabetes antes do início da garvidez. Por esse motivo, e pela semelhança que o diabetes gestacional apresenta com o diabetes tipo 2, todas as mulheres que tiverem diabetes são orientadas a fazer a reavaliação das taxas de glicose após o parto.


Complicações do diabetes gestacional

Os maiores riscos para o recém-nascido decorrentes do diabetes na gestação são macrossomia (peso elevado do bebê ao nascer), queda do açúcar ao nascer (hipoglicemia), distúrbios respiratórios e prematuridade. Já para a mâe, alem de aumento do risco de cesariana, o diabetes gestacional pode estar associado a toxemia gravídica, condição patológica da gravidez que provoca pressão alta, inchaço nas pernas e que pode desencadear o trabalho de parto prematuramente.


Tratamento

O diabetes gestacional é inicialmente tratada com planejamento alimentar, que deve ser orientado por nutricionista. Os exercícios físicos podem fazer parte do tratamento e serão orientados pelo médico. de maneira geral, mulheres que já faziam atividade física podem continuar a fazê-las normalmente. Caso essas medidas não surtam os efeitos esperados, seu médico poderá indicar o tratamento com insulina. Isso ocorre porque os efeitos dos antidiabeticos orais não estão bem estabelecidos na gravidez, então não podem ser usados nesse momento.


Prevenção para todos os tipos de diabetes

Consiste basicamente em manter hábitos de vida saudáveis, o que inclui a prática de atividades físicas e alimentação balanceada.

Complicações do Diabetes Geral

O não tratamento da doença ou seu tratamento incorreto faz com que o diabetes evolua para outros males crônicos, tais como:

Retinopatia: lesões que aparecem na camada mais interna dos olhos (retina), levando a sangramentos e perda da acuidade visual.

Nefropatia: alterações dos vasos sanguíneos dos rins que provocam perda de proteína pela urina e compromete o bom funcionamento dos rins.

Neuropatia: nesse caso, os nervos podem ficar incapazes de emitir as mensagens do cérebro, podem emiti-las na hora errada ou muito lentamente, o que causa formigamentos, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos, dores locais, fraqueza, atrofia muscular, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e impotência.

Pé diabético: como as pessoas com diabetes podem ter lesões nos nervos (neuropatia) e má circulação sanguínea, precisam ficar atentos a qualquer ferimento principalmente nos membrosinferiores. Os pés são mais vulneráveis e por isso merecem atenção especial. Mau cuidado no corte das unhas, higiene entre os dedos e o aparecimento de úlceras, com ou sem infecção, podem comprometer o membro afetado até um ponto em que se torna necessária sua amputação.

Infarto do miocárdio e A V C: essas complicações ocorrem quando grandes vasos sanguíneos são afetados e causam obstrução de órgãos vitais como coração e o cérebro.

Infecções:o sistema imunológico também pode ser afetado pela alteração do metabolismo da glicose, característica do diabetes, aumentando o risco de contrair algumas infecções. Para piorar a situação, o alto índice de açúcar no sangue é terreno ideal para alguns invasores( fungos,bactérias,etc..). Portanto, áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais, e incisões cirúrgicas estão sujeitos a esse risco. Ferimentos em geral podem se tornar verdadeiras portas de entrada. fonte: Unimedi 
Porto Alegre - medicina preventiva

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